Agradecimentos à dona Idalina - da roulote (trailer) do estádio José Magalhães, Leiria (Portugal) - pela boa vontade na alta da madrugada, mesmo debaixo do vento frio.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Aviso aos viradores de copo
Agradecimentos à dona Idalina - da roulote (trailer) do estádio José Magalhães, Leiria (Portugal) - pela boa vontade na alta da madrugada, mesmo debaixo do vento frio.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Neve e greve
Dito e feito, tanto com a neve quanto com a greve. O anúncio foi ontem. De madrugada já se via os pequenos flocos despencarem do claro céu. Cedo já se confirmava o "tráfego nulo" em algumas linhas de trem e de metrô em Paris.
Greve é prato do dia por aqui. Em quaisquer setores. Nevar, por outro lado, está ficando cada vez mais raro.
Em todo caso, quando neva e tem greve a cidade fica intransitável. Como hoje, por exemplo. E amanhã, talvez.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
2012 e Conpenhague
Não é nada agradável assistir a filmes como o 2012. Muito menos tratar com seriedade de questões climáticas que batem às nossas portas desde há muito.
É impiedoso pensar que a onda gigante vai nos afogar com casa e tudo. É infernal derreter nos graus a mais que os anos trazem nos verões.
Infelizmente, os efeitos especiais de Hollywood podem se tornar prato do dia. Já passou da hora de começarmos a reciclar atitudes, dejetos, de pensar e viver leves. Indivíduos, instituições e Estados que não assimilarem a sustentabilidade estão condenados ao regresso.
Ao sucesso do encontro em Copenhague e à sustentabilidade de cada nação.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
ich bin keine Berliner

Lembro-me da professora de geografia nas aulas da quinta série reclamando do livro desatualizado.
O muro já tinha caído, mas ainda tínhamos duas Berlins nas páginas. A história que me contaram da cidade dividida era inconcebível. Quem em sã consciência haveria de bloquear a passagem com um muro? Na altura cruzava o Brasil de fora a fora no banco de trás da camionete dos meus pais. Milhares de quilômetros a cada ano sem nada nem ninguém nos bloquear o caminho.
Ich bin keine Berliner, mas, vinte anos depois - ainda sem ter ido a Berlim - assisto a uma festa que me faz emocionar. Mesmo sem ter tido o meu direito de ir e vir usurpado, também comemoro a liberdade reconquistada dos alemães em 89.
Ah e quantas histórias de tantas pessoas hoje na Alemanha, em Paris, em Ribeirão. Quantos garotos que hoje estiveram na porta de Bradenburgo que jamais souberam o que foi a Berlim dividida. Quanta alegria ao derrubar aquelas peças de dominós gigantes. Também fiz força para empurrá-las.
Paris também se preparou para a festa. Fez uma celebração digníssima na praça da Concórdia. Mesmo com o caos causado pela greve de RER (o trem urbano), o frio de lascar que voltou pra valer (mínima de 3 graus), a noite prematura... o dia será lembrado daqui 20 anos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Tempo e espaço
Iniciou-se o horário de verão no Brasil. Na Europa ele se foi nesse final de semana.
Nessa altura ouço milhares de opiniões. "Gosto mais assim e assado por causa disso e daquilo". Todos os anos as mesmas pessoas falam as mesmas coisas. Irk! A Maria gosta, o João detesta. É porque ele levanta cedo, oras. Em suma, não importa o que cada um acha. O horário está estabelecido. A sustentabilidade como prioridade e ponto.
Tenho cá a minha opinião, óbvio. Mas a vantagem desse período é uma só: Brasil e Europa ficam um pouco mais próximos. Pelo menos no tempo. Só três horinhas. Contra cinco o resto do ano. Nessa época, tenho a sensação de sentir menos saudades.
E o quão relativo é isso. Tempo, espaço e saudades.
Saudades il y a qu'en Portugais. Por isso que entendemos bem disso tudo, mesmo sendo relativo.
domingo, 18 de outubro de 2009
Um doce por um fio dental
POR
Nas "grandes superf'ícies" - como são chamados os hipermercados na França - se pode encontrar de tudo. É fato. Porém - sim, tem porém - descobri uma exceção.
Em dez meses de muita procura e análises, uma triste conclusão: fio dental é produto raro em Paris. De luxo, diria.
É meio inverso não se usar fio dental na terra do luxo. Não!?
É uma questão cultural, eu sei. Porém, dou doces por um "mero" fio dental. Faço estoque quando os encontro.
Após sua próxima refeição aí no Brasil, lembre-se disso. Dê valor ao fio dental nosso de cada dia. E, lógico, ao sagrado pão.
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